domingo, 27 de julho de 2014

Reflexão do texto:" O Modelo dos Modelos"

                                                                                       Ítalo Calvino


    Ítalo Calvino nos ensina através de seu texto "O Modelo dos Modelos" que um personagem tinha uma regra estabelecida: primeiro criava modelos mais perfeitos possíveis, em seguida observava e finalmente fazia as correções necessárias, mas este personagem percebeu ao longo de suas experiências que deveria mudar suas regras, aceitar mudanças e transformações e aceitar o diferente. Dessa forma o professor do AEE deve perceber a necessidade de criar novas regras, acreditar e mostrar através de novas experiências, metodologias e estratégias que "esse aluno" tem  habilidades e competências. Para isso é necessário criar juntos inúmeras possibilidades de aprendizagem para que todos possam superar seus limites.

domingo, 8 de junho de 2014





domingo, 8 de junho de 2014


             Recursos e estratégias em baixa tecnologia para alunos com TGD

c A tecnologia assistiva oferece recursos para elaboração de atividades que possibilitam a interação do professor com alunos e auxilia na compreensão de determinada áreas e conceitos para o aluno com dificuldade de comunicação e interação social.Os recursos e estratégias em baixa tecnologia para pessoas com Transtorno Global de desenvolvimento promovem aprendizagem através de recursos diversificados. Atividades de rotina, pastas de comunicação, avental, caderno de comunicação , calendário com figuras de atividades diárias, entre outros, são recursos que podem ser construído pelo professor do AEE com objetivo de minimizar as dificuldades de comunicação e interação social enfrentadas pelas pessoas com autismo.
Muitos estudos (Krantz e McClannahan, 1998; Finkel e Williams, 2001; Shabani, Katz, Wilder e Beauchamp, 2002) apontam que quanto mais concreta (isto é, com mais características físicas), estruturada e específica for o tipo de dica, melhor e mais rápido é o aprendizado de habilidades verbais por crianças autistas, se comparado com as dicas auditivas. Por isso o treino da comunicação funcional por meio da troca de pistas visuais é vantajoso, já que as imagens são pistas concretas e, ainda, universais. A comunicação por gestos (libras) exige um ouvinte com treinamento específico para compreender os sinais. Já as imagens são universais, compreendidas por qualquer pessoa à despeito de treinamento especial. O que facilita o uso generalizado desta forma de comunicação.(Juliana Fialho)



Pasta de Comunicação




Objetivo:Desenvolver a noção de quantidades e identificar numerais.





Objetivo: Reconhecer características físicas e emocionais de pessoas.
Solicitar ao aluno que identifique na pasta acima suas características físicas e aponte como ele está neste dia.



                                     

                                                         Atividades de rotina




Objetivo: Informar ao aluno as atividades que serão realizadas durante o horário de aulas.


                                                          Avental de Histórias


Esta atividade pode ser criada pelo professor para estimular a comunicação de alunos com autismo, onde o aluno poderá interagir selecionando personagens e identificando os lugares onde se passa a história.

As atividades citadas acima podem realizada com alunos com Transtorno do Espectro Autista com idade entre 6 e 10 anos, em sala de aula comum.O professor do AEE deve confeccionar a atividades e orientar o professor de sala comum para melhorar a comunicação e interação social.

REFERÊNCIAS
www.ipecs.com.br
www.comunicacaoalternativa.com.br

domingo, 27 de abril de 2014

Surdocegueira e Deficiencias Multiplas




De acordo com Shirley Rodrigues Maia , 2011 Surdocegueira serve para refererir-se a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes, podendo variar de profunda, moderada e leve. A pessoa com surdocegueira pode ter residuos visuais ou auditivos ou ter ausencia total de visao e audiçao.
A surdocegueira pode ser congenita, ou seja, a criança nasce surdocega ou a adquire a surdocegueira nos primeiros anos de vida, antes de adquirir a lingagem. Ja a surdocegueira adquirida ocorre após a criança ter adquirido a linguagem oral ou sinalizada.

Como a pessoa surdocega aprende?


A grande dificuldade das crianças surdo-cegas está, justamente, em desenvolver um modo de aprendizado que compense a desvantagem visual e auditiva e permita o relacionamento com o mundo. Por isso, explorar as potencialidades dos sentidos remanescentes (tato, paladar e olfato) é essencial para a orientação e a percepção, tanto na escola, quanto fora dela. Tornar a escola um espaço fisicamente acessível para essas crianças mais um passo imprescindível para acolhê-las adequadamente.
Uma das alternativas de comunicação para os surdo-cegos pós-simbólicos consiste no sistema Tadoma, também conhecido como “Braille Tátil”. Nessa técnica a pessoa utiliza as mãos para sentir os movimentos da boca, do maxilar e a vibração da garganta do falante, e assim consegue interpretar o que é dito.
Para os surdo-cegos pré-simbólicos, o uso do tato também é fundamental. Antecipar algumas sensações e permitir que sintam a forma dos objetos, associando-os a funções correlatas – a escova de dente indica um momento de higiene ou a colher anuncia que uma refeição será servida, por exemplo - facilita a orientação e propicia um conforto maior para a criança. (Revista Nova Escola – O que e Surdocegueira?)



Alfabeto ou palavras desenhadas na mão para facilitar a comunicação de pessoas com surdocegueira


                                          

                                     Tadoma: utilizado para comunicação através da vibração das cordas vocais.


                                             

                                                          caixa de antecipação

Existem diversos metodos e estrategias para comunicaçao e aprendizagem das pessoas com surdocegueira. E importante oferecer a eles objetos que possam ser manipulados para que possam sentir suas caracteristicas e agir sobre eles para facilitar o conhecimento.

Deficiências Múltiplas

Segundo Shirley Maia (2011) Deficiencia Multipla e considera associaçao de duas ou mais deficiencias que podem ocorrer nas seguintes areas: (Fisica e Psiquica); (Sensorial e Psiquica); (Sensorial e Fisica) e/ou ( Fisica, Psiquica e Sensorial).

Como lidar com a deficiência múltipla na escola?
De acordo com a psicopedagoga especialista em Educação Inclusiva, Daniela Alonso, a orientação aos educadores deve ser feita caso a caso, dependendo dos tipos e do grau de comprometimento do aluno. “Mais do que a somatória de deficiências, é preciso levar em conta que há consequências nos diversos aspectos do desenvolvimento da criança que influenciam diretamente a sua maneira de conhecer o mundo externo e desenvolver habilidades adaptativas”, diz.
Ela aponta que é preciso ficar atento às competências do aluno com deficiência múltipla, usando estimulação sensorial e buscando formas variadas de comunicação, para identificar a maneira mais favorável de interagir com o aluno.
Ricardo Ampudia (Revista Nova Escola)

A Tecnologia Assistiva auxilia os alunos com Deficiencias Multiplas em sua comunicaçao, interaçao e aprendizagem.


                                    
                                                Fichário com figuras para Comunicação Alternativa


                                                     órtese para facilitar a digitação

                                                         pasta de Comunicação Alternativa

Existem muitos materiais acessíveis para comunicação e Aprendizagem para que pessoas com Múltiplas Deficiências possam participar ativamente das aulas em sala comum ou salas de Atendimento Educacional Especializado. Faz-se necessario buscar programas e recursos adequados e oferecer oportunidades para que possam desenvolver suas potencialidades.


REFERENCIAS
MAIA,Shirley Rodrigues. Aspectos importantes para saber sobre Surdocegueira e deficiencia Multipla. SP 2011.
Revista Nova Escola. O que e Surdocegueira.

Revista Nova Escola . Deficiencias Multiplas

sábado, 15 de março de 2014

Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DO ALUNO COM SURDEZ

O Atendimento Educacional Especializado tem como função organizar o trabalho pedagógico para classe comum e proporcionar autonomia, independência social, afetiva e cognitiva da pessoa com surdez em todos os ambientes em que ela conviver. Damazio e Ferreira (2007) nos orientam a superar os modelos educacionais tradicionais e encontrar metodologias de ensino para que todos os alunos tenham acesso ao conhecimento.
O Atendimento educacional Especializado para o aluno com surdez deve ser organizado dentro da proposta bilíngue, ou seja, deve-se utilizar Libras e Língua Portuguesa para garantir o pleno desenvolvimento da pessoa com surdez.

A abordagem educacional por meio do bilingüismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, quais sejam: a Língua de Sinais e a língua da comunidade ouvinte. As experiências escolares, de acordo com essa abordagem, no Brasil, são muito recentes e as propostas pedagógicas nessa linha ainda não estão sistematizadas.” ( Damazio e Ferreira 2007)


A proposta bilíngue estabelece uma forma unificada de comunicação e , de acordo com especialistas, atende as necessidades da pessoa com surdez. Damazio orienta que o Atendimento Educacional Especializado deve obedecer três momentos didático pedagógicos que são AEE em Libras; AEE para o ensino de Libras e AEE para o ensino de Língua Portuguesa. Para que o aluno com surdez possa receber atendimento adequado na sala de aula comum, faz-se necessária a presença de um intérprete em Libras, o qual, além de interpretar os conteúdos repassados pelo professor, também repassa as dúvidas e questionamentos do aluno com surdez, para que o professor tenha melhores condições de auxiliá-lo no seu processo de aprendizagem.

                                                   AEE Pessoa com surdez (google imagens)

                     ( aula em Libras, acesso google imagens)


Segundo Damazio os professores de sala comum, o professor do AEE, os professores para o ensino de Libras e Língua Portuguesa devem planejar juntos os conteúdos, estabelecer estratégias e preparar vários recursos visuais, os quais facilitarão a compreensão dos conteúdos.

O AEE para o ensino de Libras e Língua Portuguesa deve ser realizado em contra turno e o planejamento deve ser elaborado a partir do conhecimento que o aluno tem nessas áreas e realizado através de estratégias diversificadas para facilitar o conhecimento.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

http://www.midiace.com.br/index.php?conteudo=exposicao&cod=10

Essa audiodescrição com personagens da Turma da Mônica é excelente para trabalhar com alunos com deficiência visual, pois descreve características físicas e os vestuários , além de explorar o som das vozes de cada personagem. Demonstra através da audição sentimentos, objetos, animais e alimentos preferidos pelos personagens. Oferece dicas de higiene e noção de direita e esquerda Para complementar essa atividade o professor pode levar para sala de aula miniatura dos personagens da turma da Mônica para que os alunos com deficiência visual possam identificá-los através do tato. O professor pode solicitar a um aluno que encontre entre as miniaturas, por exemplo o personagem que tem 5 fios de cabelo. Outra atividade interessante é desenhar e colar barbante ao redor de um dos personagem e solicitar ao aluno   com deficiência visual para sentir o contorno e pintar. Podem ser explorados através da oralidade e do tato diferentes características físicas dos colegas de sala de aula. Se o aluno já souber ler e escrever em braille, poderá escrever ou identificar os nomes dos personagens e inclusive escrever uma frase para um dos personagens.

domingo, 29 de setembro de 2013

Jogo Esquema Corporal



Adequando á idade e ás necessidades educacionais, pode se realizar um trabalho de desenvolvimento da psicomotricidade.Veja o esquema corporal com as sugestões de atividades lúdicas que vão desde o básico á jogos e musicas que estimulam a construção dos conceitos: 
· Identificar todas as partes do corpo; 
· Conhecer as partes do corpo; 
· Reconhecer os sentidos; 
· Identificar e diferenciar as partes do próprio corpo como as partes do corpo dos amigos; 
Através de atividades de: 
rolar, agarrar, sentar, engatinhar, andar em um pé, andar sobre linhas…; 
· Estimulação do raciocínio e da atenção; 
· a Socialização 
· a explorar ação dos 5 sentidos. 
SUGESTÕES DE ATIVIDADES – ESQUEMA CORPORAL 
Desenvolvimento psicomotor através da música e ritmo ( canto e dança gestual): 
-desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, do prazer de ouvir e cantar música, da imaginação, memória, concentração, atenção, autodisciplina, respeito ao próximo, regras, limites, esquema corporal, autoconhecimento, autoestima, interação social, reforço do desenvolvimento cognitivo / linguístico, psicomotor, e socioafetivo 
As atividades musicais agem sobre a mente favorecendo a reação motora e qualquer movimento adaptado a um ritmo é o resultado de um conjunto completo de atividades coordenadas. 
Desenvolvimento socioafetivo: 
O aluno desenvolve e identifica sua identidade, percebe suas diferenças ao mesmo tempo em que interage com os outros. Através da autoestima, desenvolve o autoconhecimento com suas capacidades e limitações. As atividades musicais coletivas (meninos e meninas, por exemplo) favorecem o desenvolvimento da socialização. 
Desenvolvimento da linguagem: 
Através de jogos que envolvem a estrutura musical onde são exigidas a identificação e função das partes do corpo, a socialização e organização, a criança será estimulada á identificar em si mesma e aos outros. 
Cantando e dançando, atividades musicais lúdicas que podem ser realizadas no próprio espaço da sala de aula: ou na área de lazer. 
Por Júlia Virginia de Moura - Pedagoga 
Referência: 
Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, criada em 1980. 
Jean Piaget(1896-1980) psicólogo suíço. Ele e seus colaboradores publicaram mais de trinta volumes sobre os processos de construção do pensamento na crianças